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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Rainha da Palestina

Descobri que na Terra Santa Nossa Senhora é também chamada pelo título de Maria, Rainha da Palestina ou Nossa Senhora da Palestina, e que só aqui, sua terra natal, ela é invocada assim. E a festa criada em 1927 pelo patriarca latino de Jerusalém na vila de Rafat, é anualmente celebrada no dia 25 de outubro, de modo especial pela comunidade cristã de Jerusalém, que sai em procissão até Rafat.

Se quando da criação desta festa já se invocava a intercessão da Virgem para que houvesse paz nesta terra, na época toda ela conhecida como Palestina, terra que abrigava árabes, judeus e outros povos da redondeza, mais ainda na atualidade a intercessão de Nossa Senhora é necessária para que haja o milagre da paz, dom de Deus.

É bom saber e lembrar com gratidão e esperança que por aquelas coincidências que evidenciam o cuidado pessoal do Senhor e sua intervenção no tempo e na história, exatamente no dia 25 de outubro de 2000 a Comunidade Católica Shalom abria sua primeira missão em Israel. Tem o dedo da Virgem Santíssima, a Rainha da Paz nesta história cheia de mimos, e ela com certeza repete e o que disse em Caná: fazei tudo o que Ele vos disser.

Esperemos as surpresas do Espírito Santo - o vinho novo - a partir da conclusão do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio que voltaram hoje às suas dioceses e comunidades depois da experiência de Pentecostes que tiveram em Roma, juntos, como irmãos, ao redor de Bento XVI, sucessor de S.Pedro. As palavra de Nossa Senhora, Rainha da Paz, continuam ecoando: fazei tudo o que Ele vos disser, para que não somente o vinho novo, mas o melhor vinho seja servido na Palestina, em Israel, na Terra Santa e em nossas comunidades.

E, sem dúvida, não deixemos de interceder pelas eleições no próximo dia 31.

Feast of Mary Queen of our country – October 25

The Blessed Virgin Mary. Mother of Jesus Christ, lived here, in our country. Here she received the angel who announced to her that she would become the mother of "the son of the Most High" without knowing any man. The crucified Jesus handed her over as mother to the beloved disciple and thus she became the mother of the Church, and in a particular way the mother of the Church in her own country – the Land of Israel.

In 1927, the Latin Patriarch of Jerusalem, Louis Barlassina, dedicated a church, monastery and orphanage in honor of Mary, Queen of Palestine, at Rafat, a village next to Beit Shemesh. The feast of Mary Queen of Palestine was officially recognized in 1933 and since that time the Catholics in the diocese of Jerusalem have made a pilgrimage to the shrine in Rafat each year in order to ask the intercession of Mary for her country. This feast is unique to the diocese of Jerusalem and Mary, Queen of our country, protects the Church in the land.

We pray on this feast for peace in our country in faith and confidence that Mary will intercede for us, for her country and for all her children.

The traditional pray, formulated in 1926 to Our Lady of Palestine is:

O Mary Immaculate,
gracious Queen of Heaven and of Earth,
behold us prostrate before thy exalted throne.
Full of confidence in thy goodness
and in thy boundless power,
we beseech thee to turn a pitying glance upon Palestine,
which more than any other country belongs to thee,
since thou hast graced it with thy birth,
thy virtues and thy sorrows,
and from there hast given the Redeemer to the world.

Remember that there especially
thou wert constituted our tender Mother,
the dispenser of graces.
Watch, therefore, with special protection
over thy native country,
scatter from it the shades of error,
for it was there the Sun of Eternal Justice shone.


Bring about the speedy fulfillment of the promise,
which issued from the lips of Thy Divine Son,
that there should be one fold and one Shepherd.
Obtain for us all that we may serve the Lord
in sanctity and justice during the days of our life,
so that, by the merits of Jesus
and with thy motherly aid,
we may pass at last from this earthly Jerusalem
to the splendors of the heavenly one.
Amen.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Inácio e Lucas

Eu tenho um sobrinho Lucca que faz 14 anos amanhã. Quase nasceu no dia de seu santo padroeiro. Somente desejo que aconteça com ele, que conhece Jesus desde menino, o que aconteceu com Inácio de Antioquia, santo comemorado dois dias atrás, que segundo antiga tradição foi uma das crianças que Jesus abraçou e abençoou segundo está em Marcos 10,16, e que seguiu Jesus por toda a vida até tornar-se sacerdote e suceder S.Pedro.

Também foi o evangelho de domingo sobre a intercessão de Moisés e a orientação de Jesus de que 'é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo' (Lucas 18,1), que mais me interpelaram neste tempo intenso que vivemos no Brasil, por conta do segundo turno, e no Oriente Médio por conta do Sínodo. Não há possibilidade de verdadeira vitória sem a intercessão, sem estar na presença do Senhor, ora suplicando sua misericórdia e perdão por tantas barbaridades e desumanidades que somos capazes de fazer, ora louvando o Seu Santo Nome pois sua misericórdia é eterna, cobre a face da terra e sustenta a vida de todos os homens. Mas a oração vem primeiro e deveria preceder todas as ações se queremos a vitória de Deus unida a nossa. Esta inversão de prioridades é um segredo a ser vivido, aprendido e aprofundado.

Do Sínodo tenho a notícia interna de que os trabalhos têm sido extenuantes e também fascinantes. A presença de todos os ritos e o desejo de construir mais efetiva unidade no interior da Igreja de Cristo, principalmente em Israel e em Jerusalém, circula por muitos depoimentos e partilhas dos bispos. O Iraque pede socorro em lágrimas. As autoridades judaicas e muçulmanas reconhecem a importância da presença cristã no Oriente como força de conciliação. Uma das maiores ameaças na região é 'a supressão da liberdade de consciência' pois o Islã político pensa em bloco. A religião é uma escolha nacional e social e não individual. Liberdade religiosa significa liberdade de culto e não liberdade de crença, de crer ou não crer. Por isso trocar de religião representa traição à nação e não há este conceito - quase inconcebível para quem tem cultura ocidental - de liberdade de consciência, de praticar privadamente ou publicamente a religião pela qual se optou. Por isso o papel da Igreja Católica e da fé cristã é tão fundamental para esta região do mundo, em especial, porque sugere e aponta os direitos humanos e o bem da pessoa humana como o primeiro critério a ser adotado para julgar todo o sistema político e social. E o documento Instrumentum Laboris, falou disso com clareza e transparência. Sem a presença cristã e sua dimensão sobrenatural, e não podemos nos esquecer um minuto sequer deste dimensão, o que pode vir a prevalecer no Oriente Médio é a 'jihad' ou guerra santa, defendida pelo Islã político que crê que o mundo está do jeito que está porque ainda não se fez todo muçulmano e que para se alcançar este fim, que todos abracem o Islã, toda guerra e ação terrorista é válida. E para os extremistas não há espaço para a convivência com o diferente e nem a possibilidade de 'liberdade de consciência'. A presença da Igreja é capaz de continuar contribuindo para um laicismo positivo que permita liberdade, mais justiça e leis igualitárias para além das confissões religiosas.

Quando Jesus pergunta no fim do Evangelho se quando o Filho do Homem voltasse encontraria fé sobre a terra, louvei muito o Senhor pela coragem, docilidade ao Espírito Santo e fé de Bento XVI ao convocar este Sínodo do Oriente e para o Oriente Médio. Tenho fé que muitos e abundantes frutos se farão ver porque na comunhão e na escuta recíproca que tem acontecido em Roma, a fé de todos e a esperança está sendo purificada e renovada.

A nós leigos, povo de Deus, cabe as vezes de Moisés, intercedendo sem esmorecer, sem deixar os braços penderem, pois, o que não falta são Abimaleques a serem derrotados e vencidos, tanto no Brasil quanto em Israel e região, que querem tão somente a guerra, a morte, a cultura de morte e a negação do Jesus Cristo e Sua Igreja.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Quinto Evangelho

Tenho acompanhado pelo Zenit e pelo site do Vaticano os pronunciamentos dos padres sinodais. O site da Pastoral Hebraica tem sido alimentado diariamente pelo Pe.David Neuraus, sj, que dá uma visão global sobre os trabalhos tendo em vista principalmente a Igreja Católica de Israel na perspectiva dos católicos de língua hebraica.

Estão presentes no Sínodo 185 padre sinodais, 36 'experts' e 34 auditores, reunidos no interior do Vaticano. Fiquei impressionada com o que li sobre a meditação feita pelo Santo Padre na abertura dos trabalhos comentando com autoridade e sabedoria o texto do Apocalipse que fala sobre o Dragão querendo matar a Mulher e o Filho... Sabemos que a Mulher além da primeira alusão à Virgem Maria fala da Igreja.

A grande luta dos nossos dias é enfrentar as idolatrias modernas, disse ele, que devastam o mundo e querem destruir o homem, muito claramente as novas gerações, e que não tem origem meramente humana, geradas por problemas de ordem econômica e social, mas que são obras de origem Maligna. E Bento XVI citou não mais Baales e falsos deuses, mesmo eles existindo e confundindo as pessoas, basta pensar na confusão que o espiritismo e os modismos que defendem a reencarnação causam no Brasil, mas citou especialmente o terrorismo, as drogas, a imoralidade sexual. Cada uma dessas idolatrias tentando tomar o lugar de Deus e levando o mundo moderno à destruição. Só é possível enfrentar idolatrias com armas espirituais, começanco por uma vida de fé firme e simples.

Este é o grande desafio da nova evangelização: levar as pessoas de volta à experiência da fé em Jesus Cristo ressuscitado na Sua Igreja, introduzindo-as no Caminho da Paz, que dura a vida inteira, o caminho de formação e maturidade que vai do kerigma à martyria, para usar duas palavras gregas tão caras ao caminho de formação da Comunidade Shalom.

Continuemos a acompanhar pela internet os trabalhos sinodais e com nossas orações estas duas semanas. Não há outro pedido a fazer a não ser que haja de fato um novo Pentecostes para a Igreja do Oriente onde o Cristianismo nasceu. Que as comunidades cristãs de cada diocese representada no Sínodo seja renovada por um novo Pentecostes! A fé da Igreja do mundo inteiro depende da fé da Igreja do Oriente e de Israel! Rezemos pela paz em Jerusalém e pelas negociações de diálogo e paz entre Palestinos e Judeus que conta com a voz e presença de reconciliação dos Cristãos! Rezemos por muitos católicos que vivem um verdadeiro martírio de insegurança e medo, dimensão nada romântica e muito concreta de participação na Cruz do Senhor, como corpo místico, por serem quem são e amarem quem amam: Jesus e a Igreja e tudo o que ela tem e representa.

Abaixo as palavras do Patriarca Latino de Jerusalém, His Beatitude Fouad Twal, cujas palavras nos lembram desta realidade tocante sobre a comunidade cristã de Jerusalém, chamada pelo Santo Padre em maio de 2009 como o quinto evangelho, já que são os descendentes da primeira comunidade cristã formada pelo próprio Senhor Jesus!

The Mother Church of the Holy Land is a very concrete and living reality, even if a minority. Fundamentally, the Christians in our countries are not converted persons during a certain moment of history, but the descendants of the very first Community, formed by JesusChrist Himself.

Some ecclesial and pastoral consequences for the
Universal Church come from this:

- The Mother Church of Jerusalem, therefore is your Church where spiritually and ecclesially you were all born (Ps 87). She watches over the Holy Places of the Patriarchs, the Prophets, Jesus Christ, the Virgin Mary and the Apostles for the whole Church. She is, as we were reminded by His Holiness Pope Benedict XVI, “the fifth Gospel”.

- The Mother Church of Jerusalem must therefore be the object of love, of prayer and of attention from all the Church, from all bishops, priests and faithful of the People of God. To be solidary with the Church of Jerusalem, to live communion and witness which this Synod speaks about, reveals our duties as shepherds and the episcopal collegiality.

- To love the Holy Land implies visiting the Holy Places and meeting
with the local Community.

- To love the Holy Land is also to serve it: do not leave your Mother Church alone and isolated. Help her with your prayers, your love and your solidarity, avoiding that she become a great open-air museum.
To be silent because of fear before the dramatic situation you all know about would be a sin of omission.

Also, we are very grateful to the Holy See, to the bishops, to the priests and to all the friends of the Holy Land for what they so generously do to support us spiritually and in a material way. We are also very thankful to the Congregation of Eastern Churches and to the Equestrian Order of the Holy Sepulchre of Jerusalem.

- The Christian Community of the Holy Land (barely 2% of the population) is suffering violence and instability. It is a Church of the Calvary. She has the weighty responsibility of perpetuating the message of peace and reconciliation. Despite the difficulties that seem overwhelming, we believe in God, the Master of history. For God “is the peace between us, and has made the two into one entity and broken down the barrier which used to keep them apart... by restoring peace, to create a single New Man out of the two of them” (Eph 2:14-15).

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dez do dez de dois mil e dez

Eu não escrevo este post às 10:10 mas até que seria sugestivo. Domingo muito especial, este. Em Roma, no Vaticano, com missa solene, tivemos a abertura do Sínodo para a Igreja Católica presente no Oriente Médio, que tem como tema orientador 'Comunhão e Testemunho' a partir da palavra de Atos dos Apóstolos 4,32a: 'os irmãos tinham uma só alma e um só coração'.


Somente daqui a cem anos teremos uma data com a mesma repetição numérica de hoje e até lá o que se espera é o milagre da unidade interna da Igreja ser mais palpável e a externa também, especialmente com a Igreja Ortodoxa. Bento XVI tem dedicado seu pontificado à questão central da unidade em todos os níveis e não tem medido esforços para aprofundar o diálogo com os Judeus, com os Ortodoxos - inesquecível a experiência em Chipre - e também com os grupos internos, as seis igrejas 'sui iuris', ou particulares, que tem plena comunhão doutrinária com a Igreja de Roma mas que têm diferenças culturais e históricas na vivência do catolicismo, apresentando tradições e ritos próprios, que no decorrer dos séculos torna a convivência nem sempre harmoniosa.

As igrejas 'sui iuris', são a igreja greco-melquita, a maronita, a copta, a síria, a caldeia e a armênia. Cada uma tem seu patriarca, que vive em comunhão com o Papa, e nos elementos essienciais da fé no que diz respeito aos dogmas, sacramentos e doutrinas, não há distinção com a igreja romana ou latina, que é a de maior número. 


Assisti somente parte da missa mas a visão daqueles bispos paramentados segundo a tradição que representam, formando um tapete colorido de pastores que cuidam do povo de Deus, me causou forte emoção. Estes homens saíram da região mesma onde a História do Antigo e do Novo Testamento se deu e se espalhou pela face da terra e estavam todos em Roma, aos pés do Santo Padre sucessor de Pedro, unidos a ele, em comunhão, comendo do mesmo Pão e bebendo do mesmo Sangue do Senhor! A liturgia eucarística parecia antecipar visualmente o que seremos um dia, finalmente: um só coração e uma só alma sem qualquer barreira, divisão, onde Cristo será tudo em todos!


Este é o mistério da unidade que só Deus pode fazer acontecer mas que é nosso dever buscar com abertura e humildade de coração, onde estivermos, pois foi desejo explícito de Jesus, como seu testamento. Vivemos também comunitariamente um tempo de grande busca e exercício de construção da unidade, no interior do coração, deixando que o amor vença as divisões e, no exterior, em todas as instâncias, buscando cobrir com o manto da misericórdia e da paciência, as divisões com os irmãos.

Para mim, pessoalmente é um tempo de prova e de aprendizado. Quando contemplei ontem os bispos, reconhecendo rostos e nomes presentes, senti novo vigor e desejo de em tudo contribuir para que haja unidade e caridade na casa onde vivo, no corpo comunitário, como missão, no trabalho, também com a família, os amigos, mesmo sabendo da luta que isso representa e que dura a vida toda. Mas a força e o desejo vem da convicção de fazer parte de um único Corpo, de uma só Igreja, onde cada pequeno gesto alcança a todos. 

Tem tantas horas que a gente não concorda uns com os outros, não entende, se sente incompreendido, rejeitado, mas há a graça e o amor de Deus que aos poucos ensina a calar e a não dar resposta rápida, admitindo muitas vezes com simplcidade que não se tem resposta... É um alívio quando se descobre o quanto é preciso aprender e aprender a ouvir. É uma graça sobrenatural querer rezar mais e buscar mais o olhar de Deus sobre todas as pessoas e realidades, na oração, para não se cair em julgamentos precipitados e meramente humanos. E sobre isso o Moysés, nosso amado irmão e Fundador, tem falado insistentemente. Unidade, oração, misericórdia, a primazia da Graça para fazer do outro a primazia da vida. 


Morando na Terra Santa, em Haifa, como única missão da Comunidade Shalom que faz parte de um outro rito e tradição que é a greco-melquita, lidando com árabes cristãos, ao mesmo tempo que se tem apostolado com a comunidade de judeus católicos de língua hebraica, vejo o quanto de kenosys ainda preciso passar para de fato me inculturar, dialogar, trocar, dar e receber, para ser com meus irmãos, profecia como Carisma Shalom em Israel. Tudo é muito maior do que posso ver ou vislumbrar, mas bom é o Senhor, agricultor perfeito que conhece cada semente e cada terreno, e foi a Ele que confiei, que confiamos irrestritamente a nossa pequena, porém amadíssima vida. Se ela for do tamanho de um grão de mostarda quão frondosa não poderá ser?


Rezemos, rezemos pedindo o derrmamento abundante do Espírito Santo, Suas surpresas e inspirações, Seu novo para este Sínodo, para este tempo da Igreja e do mundo a partir do Oriente, onde tudo começou. Não nos esqueçamos que a igreja Mãe de todas as Comunidades será sempre Jerusalém, a Cidade da Paz. Como pediu o Santo Padre o Papa Bento XVI, confiemos o Sínodo e os quinze dias de trabalho à intercessão de Nossa Senhora, a Mãe de Deus, e rezemos o rosário. E mesmo no Brasil quando estamos em tempo de campanha acirrada pelo segundo turno na esperança de que vença o partido que mais opções tem de defesa da Cultura da Vida, e o Sínodo parece tão distante do que se vive, lembremo-nos de interceder e de oferecer a Jesus tudo, louvores, nossa ação de graça, palavras de amor, nossas dores e provas, as alegrias e as desilusões, a esperança, contratempos e sofrimentos também pelo Sínodo. Que nossa oração seja um eco da oração de Jesus, perfetíssima que diz: Pai, seja feita a vossa vontade!

E hoje, quando acabo de escrever este post, já dia 11 de outubro descubro que é o dia do beato João XXIII, o Papa Bom. Mais uma providencial coincidência, ele responsável pelo Concílio Vaticano II, e o primeiro a mudar o tom de tratamento com os Judeus e a chama-los a um verdadeiro diálogo baseado na fraternidade e não mais na desconfiança. Ao descobrir que hoje era dia de João XXIII encontrei o relato de mais umas de suas histórias comoventes e proféticas que podem iluminar o tratamento dos padres sinodais reunidos em Roma, oremos para isso. Conta-se a crônica que no primeiro encontro que teve como Papa com um rabino, no princípio dos anos 60, João XXIII desceu do lugar mais acima onde estava sentado, se aproximou e disse com simplicidade: 'eu sou João, seu irmão'.