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terça-feira, 12 de julho de 2011

Arrumando as Malas

Amanhã viajo para o Brasil de férias, na esperança de descansar, ver muitas pessoas queridas e também resolver trilhões de coisas (ô exagero!). Check ups médicos, dentista, banco, assuntos pendentes de quem partiu em missão por dois anos já completou o terceiro e não sabe mais onde vai parar. De uma coisa estou segura e certa depois deste tempo em Israel, tenho a missão na minha genética espiritual e não sei mais viver sem ser assim. Creio que mesmo quando voltar para o Brasil manterei esta disposição de partida, de envio, este desejo de serviço e evangelização que Deus me deu. Não produzi todos os frutos que o Senhor mereceria receber mas como a é Dele, eu me abandono e confio. Tudo será achado bom a seu tempo e este versículo da Palavra de Deus tem falado muito ao meu coração.

Neste tempo fora da missão não pretendo deixar de trabalhar no que diz respeito à escrita pois, se Deus quiser, terei tempo para terminar o livrinho sobre a viagem missionária à África, à Nigéria, que prometi fazer, (os posts sobre a África são os mais visitados do blog), e continuarei escrevendo neste espaço virtual. Logisticamente estarei do outro lado do oceano e do mundo e pela mudança de perspectiva as notícias e impressões serão outras, mesmo que o meio permaneça o mesmo.

Chego para o aniversário da minha mãe no dia 15 de julho, no Rio de Janeiro em pleno inverno, temperatura amena e gostosa, e fujo do verão forte de Israel que me desagrada. Estou muito feliz por poder revê-la depois de quase dois anos e estar em casa - na primeira casa da existência - , ouvindo a  língua mãe e vivendo na cultura mãe é bom demais. Acho que ando carente! É muita mãe para um único coração.

Recebi esta mensagem que segue abaixo e partilho-a para aqueles que vão participar da Jornada Mundial da Juventude em Madri para que possam conhecer mais um blog e um espaço virtual bem interessante. Desta vez eu não poderei ir à Jornada na Espanha porque Deus assim não quis mas na próxima, no Rio de Janeiro, nem precisa perguntar, mamãe e toda a família me esperam, de braços abertos, eles e o Cristo Redentor... 

Ah! Também tem o link to Halleluya gravado em video pela equipe do Franciscan Multimedia Center de Jerusalem, é a primeira matéria:

www.terrasantanews.org

Por fim, o email falando da Jornada em Madri. Vai ser bom demais, e que todos os Tomés da Espanha aprendam e vejam que a Igreja é jovem e que há uma multidão de santos de calça jeans em cujos corações habita Jesus Cristo, o Senhor.

Olá, Elena!

Meu nome é Moisés e, assim como o Fernando Geronazzo, trabalho com o Setor Juventude da CNBB, no site Jovens Conectados. Finalmente publicamos seu belíssimo testemunho sobre o encontro com o Papa em 1985. Estava aguardando chegar mais próximo da Jornada, para aumentar o impacto.


Deve ter sido realmente uma experiência fantástica! Se Deus quiser, também viverei algo parecido em Madri. Não vejo a hora de chegar!

Tomei a liberdade de fazer pequenas edições no texto. Apenas redividi alguns parágrafos, coloquei intertítulos e cortei a parte sobre Medjudorje, mas colocando o link para o texto completo em seu blog. Fiz essas mexidas para facilitar a leitura, apenas isso.

Muito obrigado pelo seu testemunho!

Abraço,

Moisés Nazário
Equipe de Comunicação.




sábado, 16 de abril de 2011

JMJ - WYD - Eu estava lá!

Estava vendo as notícias no www.h2o,news esta semana, e um dos videos fazia uma retrospectiva sobre a Jornada Mundial da Juventude e o Papa João Paulo II. Muito emocionantes as imagens e a revolução que representou cada JMJ em cada país onde ela aconteceu. De repente me caiu a ficha de que eu participei da primeira Jornada Mundial da Juventude - que ainda não tinha esse nome - em 1985 em Roma! Meu Deus! Eu estava lá! E como um filme de final de feliz com partes de suspense e muitas experiências de fé, eu me lembrei de tudo e resolvi contar aqui no blog, com muita emoção e gratidão, como testemunho.

1985 foi o Ano Internacional da Juventude criado pelo Papa João Paulo II após seu primeiro grande encontro com os jovens em Roma no ano anterior, 84, no seu grande afã de ir ao encontro dos jovens para anunciar-lhes Jesus e desafia-los à santidade feliz. Uma geração de santos de calça jeans! Que imagem mais fantástica e apropriada. Nesta época eu morava no Rio de Janeiro com a família - mãe e irmãos pois meu pai havia falecido em 82 - e trabalhava como professora de inglês e de religião para crianças. Frequentava o grupo Bom Pastor, hoje Comunidade Bom Pastor, na paróquia de Nossa Senhora de Copacabana. Esta era a minha vida e eu era completamente engajada na vida da igreja e do grupo de oração. Também namorava o Afonso Marra, pessoa muito especial que também participava do grupo de oração e de todas as atividades evanfelizadoras comigo. Éramos muito amigos além de namorados. 

Não sei exatamente em que mês surgiu o convite para que as paróquias e as comunidades brasileiras mandassem os jovens para participar deste encontro mundial em Roma, que contaria com palestras, um encontro com o Santo Padre e uma oportunidade ímpar de ver gente do mundo todo. Seriam cinco dias em setembro, ou uma semana, não tenho mais certeza. Porém, como ir? Mesmo timidamente eu e mais duas pessoas do grupo - Laura Beatriz e Margarida - ou simplesmente Laurinha e Guida,  começamos a nos movimentar e a desejar ir, fazendo contas e planos... parecia impossível. Não havia dinheiro que desse conta nem quem nos ajudasse. Me lembro que rezamos e que a Palavra de Deus nos apontava com clareza que o Senhor abriria as portas. Mas como Deus parece ser especialista em roteiro de thriller - com todo respeito -  quando tudo parece enrolado e sem saída e a gente só tem mesmo a fé na Sua Palavra, Ele manifesta a Sua Vontade e inebria os corações com Sua fidelidade. Me lembro bem, faltavam somente duas semanas para a viagem quando todas as portas se abriram. O Fernando (que da eternidade deve se lembrar disso com alegria) mais o Hugo, dois grandes irmãos e amigos da Comunidade Bom Pastor, resolveram adotar a nossa causa quando souberam que não havia mais saída e moveram as pessoas do grupo de oração a nos ajudarem já que nós éramos servas e representaríamos todo o grupo Bom Pastor e a juventude católica do Rio de Janeiro. Nosso desejo de participar não era um capricho e nossa ida representava um testemunho da vitalidade da Igreja do Brasil. Estas palavras simples mas cheias de sabedoria atingiram o coração das centenas de pessoas que a cada segunda-feira há 35 anos lotam a paróquia e, de doação em doação, a soma foi alcançada. E mais: ainda nos deram um dinheirinho extra para uns presentinhos. Muito lindo é que a Guida conseguiu a doação da passagem pela Alitália e o funcionário que lhe entregou a passagem em nome da empresa aérea era latino americano - argentino? mexicano? - e se chamava Jesus! Nós quase morremos de tanto rir. Assim é Deus, tem alegria e bom humor.

A viagem em si foi inesquecível e não me lembro bem do número mas éramos aproximadamente 200 jovens. Uma das impressões mais fortes foi a experiência de catolicidade, de universalidade, da Igreja, do povo de Deus, ao ver tantos belos rostos humanos diferentes do meu em cores e jeitos. Na missa de encerramento, na hora do Pai-Nosso me emocionei tremendamente pois a minha frente, me lembro como numa fotografia registrada na memória, estava um africano, atrás de mim um asiático, japonês, à minha direita uma irlandesa ruivíssima e à minha esquerda uma peruana de cabelos negros e jeito indígena. E era o amor de Jesus, o batismo em Sua morte e ressurreição que nos fazia um só corpo e uma só coração. Era Ele a fonte do nosso amor e de nossa unidade na mais bela e desconcertante diversidade. 

Uma outra pessoa que foi nos visitar foi o Cardeal Josef Suenens amigo pessoal do Papa João Paulo II e pessoa chave no Concílio Vaticano e nos primórdios da Renovação Carismática. Um velhinho adorável de olhar sorridente, magro e alto que passeou no meio dos jovens com a maior simplicidade e nos falou expontaneamente sobre a Igreja e a vida da fé. Não me lembro mais da ordem das palestras, me lembro bem do efeito que este retiro, congresso, encontro, aventura, desafio, um pouco de cada coisa, deixou em mim. Os fatos se entrelaçam mais pelo efeito causado do que pela cronologia com que aconteceram. Também estava lá o José Prado Flores um dos primeiros leigos líderes da Renovação Carismática a estudar teologia, mexicano, que nos deu o testemunho sobre vocação e estado de vida, de como o Senhor o guiou até o matrimônio certo impedindo que ele se casasse com a pessoa errada. Causou-nos forte impressão ele contar sobre a simplicidade de seu casamento e por ter preferido à festa com muito glamour, ir à Caná em Israel e casar-se na presença dos pais dele e da noiva mais o sacerdote, como testemunhas.

Lembro-me do rosto de alguns outros brasileiros que compunham a comitiva mas não me lembro dos nomes. Era gente de Foz do Iguaçu. Tinha gente de S.Paulo também. Havia um padre de Campinas. Não posso deixar de contar que no avião, sentado exatamente atrás de mim estava o primeiro shalomita que conheci: um jovem bem magro e tímido representando os jovens católicos cearenses e a Comunidade Shalom ainda embrionária. Não era o Moysés. Era o Carmadélio, que saía do Brasil pela primeira vez e se encantava com tudo que via. Me lembro demais desse nosso primeiro contato. Este grupo de brasileiros resolveu juntar os trocados, alugar um ônibus e ir à Medjugorje quando acabasse o Congresso. Para tal façanha o primeiro passo era guardar todos os pães italianos e frutas - peras e maçãs - que nos serviam no café da manhã para servir de jantar e termos que pagar somente uma refeição por dia. E assim fizemos. Alugamos um ônibus e fomos de Roma até Pescara onde pegamos um navio destes enormes que transporta automóveis e ônibus, atravessamos o mar Adriático em plena tempestade a noite inteira - pense numa aventura! -e chegamos à antiga Iugoslávia. Passamos dois dias inteiros em Medjugorje e fomos a primeira peregrinação de brasileiros a esta vila visitada por Nossa Senhora. A vila era simplesmente uma vila sem qualquer infraestrutura e nos hospedamos na casa de uma família comum que por telefone contatamos pedindo acolhida. Graças a Deus as pessoas em Medjugorje falam italiano e por isso a comunicação foi possível. Conhecemos os videntes ainda bem jovens e só fizemos rezar e rezar e rezar. A atmosfera de santidade do local e das pessoas era contagiante e os testemunhos que nos contaram das famílias onde ficamos hospedados também era notável. Muita piedade, muita oração, jejum e vidas reconciliadas. Havia uns 60 padres do mundo todo celebrando a eucaristia, uma atrás da outra, alternando somente a língua. Testemunhamos a libertação de uma jovem mulher italiana atormentada pelo demônio que foi impressionante. Os padres que estavam na nossa excursão, um brasileiro e um panamenho, é que tiveram que intervir por conta da experiência de oração de libertação que tinham pela realidade de seus países. Eu, a Guida e outros brasileiros ficamos na porta da sala da sacristia onde acontecia a oração de libertação rezando o terço e afastando as crianças curiosas e espantadas com a cena. Vimos depois da oração esta mulher confessar-se e comungar e rezar com fisionomia transfigurada de amor e gratidão pelo que Jesus tinha feito. Estávamos presentes na missa das 18h - que era a hora das aparições - e me lembro que que a experiência era como se o tempo tivesse parado. A igreja lotadíssima em adoração profunda diante do mistério de Deus manifestado na presença da Santíssima Virgem. Como éramos jovens deixaram que sentássemos nos degraus ao lado do altar e a gente só fazia chorar inebriados de mir. A palavra Mir que é Paz lavava os corações de todos os presentes. Vale notar que coincidentemente quem estava em Medjogorje peregrinando nesta mesma data e que cantaram lindissimamente à capela uma música de ação de graças nesta missa especial, para Jesus e para Nossa Senhora foi o Gen Rosso, dos Focolare. Que missa inesquecível!

Me lembro que na primeira manhã que eu e a Guida saímos da casa onde estávamos hospedadas, pegamos uma ruela na direção errada e nos perdemos. Quem serviu de anjo da guarda e nos encontrou na estrada e nos fez voltar para a direção certa foi um jesuíta, Pe. Robert Faricy que fazia parte da delegação do Vaticano que estudava, ou estuda ainda, só Deus sabe, a veracidade das aparições de Medjugorje. Até hoje não sei se ele também se perdera como nós ou simplesmente estava caminhando e rezando contemplando os campos verdes enfeitados de árvores enormes com folhas alaranjados de outono, verdadeiramente lindos, da região onde estávamos. Sei que nessa aventura quase chegamos à Dubrovinik. Por causa da presença do Pe.Robert pudemos assistir em inglês a uma palestra com direito a perguntas como numa entrevista sobre as aparições marianas, sobre a postura prudente da Igreja e o porquê de cada coisa. Foi mais um presente de Deus. Sem contar que este mesmo jesuíta também estivera no Congresso de jovens conosco em Roma tendo sumido no último sem ninguém saber o que tinha acontecido. Nós descobrimos.

Em Roma as noites eram livres com temas culturais e os jovens de cada continente faziam uma apresentação artística. Não precisa nem dizer que os brasileiros deram show e fizemos todo mundo dançar, cantar, louvar, sair do lugar... Foi neste Congresso que pela primeira vez ouvi os mexicanos cantarem a música 'Los Animalitos' que fala da Arca de Noé que anos depois o Pe.Marcelo Rossi ia traduzir e fazer o Brasil inteiro cantar.

Uma das primeiras atividades culturais que tivemos, todos os jovens do Congresso, foi visitar Assis que era ainda bem simples sem tantos aparatos turísticos que passou a ter depois da década de 90. A turma de brasileiros conseguimos sem saber direito como, celebrar uma missa em português na tumba de S.Francisco. O fato de ver seus amigos e primeiros discípulos enterrados todos juntos, ao seu redor, bem próximos me deu forte experiência de amor fraterno, do chamado ao amor fraterno sincero. Para mim além da Porciúncula, da beleza da cidade, da vista, e do sobressalto tememdo dar de cara com Francisco quando virasse a esquina daquelas ruas de pedra medievais, o convento de Clara e rezar diante do Crucifixo que falou com Francisco me marcaram a alma. Na época eu havia aprendido uma versão em inglês de uma célebre oração do Poverello e quando me ajoelhei diante do Crucifixo, estava baixei os olhos e achei a oração escrita em todas as línguas para que os peregrinos rezassem. Nem precisa dizer que eu chorei para me acabar e cantei baixinho a música que até hoje sei de cor que diz assim: 

Most High and glorious God, bring light to the darkness of my heart,
give me right faith, certain hope and perfect charity,
oh Lord give insight and wisdom
so I might always discern your holy and true will 

E o encontro com o Papa João Paulo II? Aconteceu ou não? Logo no segundo dia recebemos a triste notícia de que ele não poderia mais nos encontrar por causa de um sério problema no sul da Itália - creio que na Sicília, por conta da Máfia, que estava no auge daquela operação conhecida como Mãos Limpas - que o obrigaria a viajar. Todo mundo murchou. No dia seguinte, porém, mais um recado: no último dia do congresso o Santo Padre nos receberia em sua capela privada, dentro do Vaticano, para a missa das 6 horas da manhã. Quase ninguém dormiu de tanta ansiedade. Quem tinha roupa típica foi à caráter, quem não tinha, vestiu-se o melhor que pôde. Passamos por segurança e revista rigorosa, um a um, e nos sentamos numa capela linda, em silêncio, com muita reverência pelo inusitado e pelo privilégio do convite. Quase que se ouvia os corações baterem de emoção e de ansiedade para ver o santo Padre de pertinho. Ele entrou pelo lado e celebrou a eucaristia com a maior serenidade e concentração. Profunda interiorização. Não sei dizer se havia outros padres co-celebrando pois nossa atenção era toda em João Paulo II. Sei, porém, que dois jovens seminaristas de SP, que trabalhavam com o 'Fradão' na recuperação de aditos de drogas, foram escolhidos para servir o altar. Eles quase enfartaram de tanta alegria. Fico me perguntando onde eles estarão hoje em dia... Um se chamava irmão Wagner.

No fim da missa para a nossa surpresa e delírio, João Paulo II se levantou e antes de sair resolveu nos dirigir umas palavrinhas espontaneamente em italiano. Foi bem curtinho, mas jamais vou me esquecer de duas coisas: primeiro que ele nos disse que rezava diariamente pelos jovens do mundo todo pois sabia que nos jovens estava a esperança e o futuro da Igreja, que nós então tivéssemos certeza de que estávamos presentes em sua oração e em seu coração. Se era assim quando ele estava no mundo, deve continuar do mesmo jeito no Céu! E, em segundo lugar, o Santo Padre nos fazia um convite pessoal: se queríamos nos comprometer com ele na evangelização do mundo. Foi uníssona e audível a resposta - a essa altura já não havia mais tanto silêncio - e todos nós levantamos a mão. Foi então que alguns assessores nos distribuíram um presente pessoal do Papa: uma cruz de metal, prateada, cópia do seu báculo, que mostra Jesus como uma seta apontando para ser lançado ao mundo, que nós erguemos segurando-a firmemente na mão, selando nosso compromisso com a evangelização do mundo!

Enquanto escrevo isso sinto forte emoção e gratidão pois esta cruz me acompanha todos estes anos. Enquanto escrevo tenho-a diante dos olhos. Como me arrependo pelo tempo da minha vida que eu esqueci do meu compromisso ou deixei-o em segundo plano e como amo a Deus por Ele jamais ter me 'demitido' da missão! Este Ano Internacional da Juventude aconteceu há 25 anos atrás, bodas de prata portanto, e se eu pouquíssimo ou nada fiz até agora, diferentemente de outros jovens, agora adultos que têm dado sua vida na Igreja e para a Igreja, peço ao Senhor que as bodas de ouro sejam comemoradas com as mãos menos vazias...

Também preciso testemunhar que ao ouvir a longa e muito boa entrevista dada pelo Moysés, Fundador da Comunidade Shalom ao Professor Felipe Aquino na TV Canção Nova no princípio de abril deste ano, me ocorreu uma pergunta importante: se eu saberia dizer quando o carisma shalom me havia sido comunidade por graça do Espírito Santo. Fiquei seriamente em dúvida já que minha história de salvação e de missão é marcada por várias etapas, mas vejo que Deus veio em meu auxílio e ao me levar a fazer memória das Jornadas Mundiais da Juventude e ao me lembrar deste encontro e desta missa com o santo Padre, Beato João Paulo II, eu constatei e entendi que foi em Roma, em setembro de 85 que a semente do carisma foi plantada em meu espírito e de lá nunca foi arrancada porque os chamados do Senhor são irrevogáveis, porque Ele é fiel e jamais volta atrás em suas eleições.

Se eu vou a JMJ em Madri em 2011 comemorar as Bodas de Prata e testemunhar o ardor e o amor pela evangelização? Seria bom demais, mais ainda se o Carmadélio também fosse, ambos agora de cabeça branca e o coração mais jovem do que nunca, sempre de jeans... Mas fora a brincadeira, seria um sonho mas estou na mesma situação de anos atrás, quando tudo começou, precisando de um milagre. O que importa é a vontade de Deus e Ele querendo tudo pode acontecer. Que o Beato e amado Papa João Paulo II interceda nesta intenção e por estes quarentões e cinquentões que o conheceram e se comprometeram com a evangelização do mundo na JMJ. Qie ele nos ajude a cumprir até o fim aquilo que prometemos. Que ele também interceda por todos os jovens que estão se preparando para ir à Espanha sem medir esforços. Que a presença de todos os que forem seja um grito forte de amor que acorde o mundo para a realidade e presença de Jesus Cristo! Amém! Shalom! Beato João Paulo II, rogai por nós! 

quinta-feira, 25 de março de 2010

19, 25 e já estamos em Abril

Hoje é aniversário de morte do Papa João Paulo II que coincide com a Sexta-feira Santa, ou Good-Friday em inglês. É bom que se chama Good porque realmente nela o ápide do amor de Deus em Jesus se revelou e consumou a restauração da nossa filiação divina. Tudo está consumado e nada pode reverter ou desfazer esta união de amor entre Deus e a Humanidade. E quando a gente celebra estas festas e faz memória bíblica afetiva, pessoal e comunitária pensando em todas as pessoas de todos os tempos, a alma se enche de tal gratidão que se entende porque ela é eterna para caber este amor sem tamanho...
Está é minha segunda quaresma e Páscoa em terras de Israel e a consciência é outra. O país está em celebração pois esta semana também é a Páscoa dos judeus celebrando a libertação do Egito e, no país, por uma semana não se encontra pão para comprar pois não há mais maná, (só se for de padaria não judia...) e as sinagogas estão em festa. Mas eles não receberam a Luz e o Salvador que de sua raça, o Filho de Davi, se revelou aos homens cumprindo todas as profecias da Lei e dos Profetas.
A quaresma foi iluminada para mim com as festas de S.José e da Anunciação, ambas solenemente festejadas em Nazaré. Somente estive lá no dia 25 pois esta data é meu aniversário de consagração, felizmente, o que me da enorme alegria pela providencial coincidência. O desejo sincero é continuar ofertando minha vida como grão de trigo, que morrendo e vivendo no Pão da Vida, produza algum fruto.
Esta semana e tempo também foram sombreados pelas calúnias e massiva campanha anti-Igreja Católica, anti-Papa Bento XVI, anti-Cristianismo que chega a chocar. Há muitas pessoas arregaçando as mangas e escrevendo em defesa do Santo Padre contra este laicismo falso que tem tom e ação ideológica mais radical que qualquer terrorismo que se teme do Oriente Médio.
Segue abaixo esta análise excelente escrita por um sociólogo italiano que nem católico é, mas que tem justos critérios de análise, conteúdo intelectual, boa fé, boa vontade, ética e um mínimo de sabedoria que é o dom de alcançar a essência das realidades. Boa leitura! Vale a pena, e que o venerável e muito amado Papa João Paulo II interceda por nós nesta Páscoa. Amém!


Padres pedófilos: um pânico moral
Por Massimo Introvigne

Por que se volta a falar de padres pedófilos, com acusações que se referem à Alemanha, a pessoas próximas ao Papa e agora até mesmo ao próprio Papa? Será que a sociologia tem algo a dizer a respeito ou deve deixar o caminho livre para os jornalistas? Creio que a sociologia tem muito a dizer, e que não deve ficar quieta por medo de desagradar este ou aquele. A discussão atual sobre padres pedófilos - considerada do ponto de vista sociológico - representa um exemplo típico de "pânico moral". O conceito nasceu nos anos 1970 para explicar como alguns problemas são objeto de uma "hiperconstrução social". Mais precisamente, os pânicos morais foram definidos como problemas socialmente construídos, caracterizados por uma amplificação sistemática dos dados reais, seja na exposição midiática, seja na discussão política. Duas outras características foram mencionadas como típicas dos pânicos morais.
Em primeiro lugar, problemas sociais que existem há décadas são reconstruídos na narrativ a midiática e política como "novos", ou como objeto de um suposto e dramático crescimento recente. Em segundo lugar, a sua incidência é exagerada por estatísticas folclóricas que, mesmo não confirmadas por estudos acadêmicos, são repetidas pelos meios de comunicação e podem suscitar campanhas midiáticas persistentes. Philip Jenkins assinalou o papel dos "empreendedores morais" - cujas agendas nem sempre são declaradas - na criação e gestão dos pânicos. Os pânicos morais não fazem bem a ninguém. Eles distorcem a percepção dos problemas e comprometem a eficácia das medidas que deveriam resolvê-los. Uma análise errada não pode produzir senão uma intervenção errada.
Que fique claro: os pânicos morais têm na sua origem circunstâncias objetivas e perigos reais. Não inventam a existência de um problema, mas exageram suas dimensões estatísticas. Numa série de valiosos estudos, o mesmo Jenkins mostrou como a questão dos padres pedófilos talvez seja o exemplo mais típico de um pânico moral. Estão presentes de fato os dois elementos característicos: um dado real na origem, e uma exageração desse dado por obra de ambíguos "empreendedores morais".
Primeiro, o dado real na origem: existem padres pedófilos. Alguns casos são ao mesmo tempo desconcertantes e repugnantes, foram objeto de condenações definitivas e os próprios acusados nunca se disseram inocentes. Estes casos - nos EUA, na Irlanda, na Austrália - explicam as severas palavras do Papa e o seu pedido de perdão às vítimas. Mesmo se os casos fossem apenas dois - e, infelizmente, são muitos - isto já seria demais. Mas já que pedir perdão - apesar de nobre e oportuno - não basta, sendo necessário evitar que os casos se repitam, não é indiferente saber se os casos são dois, duzentos ou vinte mil. E tampouco é irrelevante saber se o número de casos entre sacerdotes e religiosos católicos é mais ou menos numeroso do que entre outras categorias de pessoas. Os sociólogos frequentemente são acusados de trabalhar sobre números frios, esquecendo que por trás de cada número há um caso humano. Mas os números, embora não sejam suficientes, são necessários. São o pressuposto de toda análise adequada.
Para entender como de um dado tragicamente real se passou a um pânico moral é necessário saber quantos são os padres pedófilos. Os dados mais amplos foram coletados nos EUA, onde, em 2004, a Conferência Episcopal encomendou um estudo independente ao John Jay College of Criminal Justice da City University of New York, que não é uma universidade católica e é unanimemente reconhecida como a mais autorizada instituição acadêmica dos EUA em matéria de criminologia. Esse estudo nos diz que de 1950 a 2002, num universo de 109.000, 4.392 sacerdotes americanos foram acusados de ter relações sexuais com menores. Desses, pouco mais de uma centena foram condenados por tribunais civis. O baixo número de condenações por parte do Estado deriva de diversos fatores. Em alguns casos as verdadeiras ou supostas vítimas denunciaram sacerdotes já mortos, ou foram consumados os prazos de prescrição. Em outros, à acusação e à condenação canônicas não corresponde nenhuma violação a qualquer lei civil : é o caso, por exemplo, em diversos Estados americanos, do sacerdote que tinha uma relação consensual com uma - ou mesmo um - menor com mais de 16 anos. Mas também aconteceram muitos casos clamorosos de sacerdotes inocentes acusados. Esses casos foram multiplicados nos anos 1990, quando alguns escritórios de advocacia perceberam que poderiam obter transações milionárias com base em meras suspeitas. Os apelos à "tolerância zero" são justificados, mas também não deveria haver qualquer tolerância com quem calunia sacerdotes inocentes. Acrescento que em relação aos EUA as cifras não se alterariam de forma significativa se somássemos o período 2002-2010, pois o estudo feito pelo John Jay College já observava o "declínio claríssimo" dos casos no ano 2000. Os novos inquéritos são poucos, e as condenações pouquíssimas, graças a medidas rigorosas introduzidas seja pelos bispos americanos, seja pela Santa Sé.
O estudo do John Jay College nos diz que quatro por cento dos sacerdotes americanos são pedófilos? De modo algum. Segundo aquela pesquisa, 78,2% das acusações se referiam a menores que haviam superado a puberdade. Manter relação sexual com uma menina de 17 anos não é certamente "una bella cosa", muito menos para um padre: mas não se trata de pedofilia. Portanto, ao longo de cinqüenta e dois anos, os sacerdotes acusados de pedofilia nos EUA são 958, dezoito por ano. As condenações foram 54, pouco mais de uma por ano.
O número de condenações penais de sacerdotes e religiosos em outros países é parecido, embora em nenhum país se disponha de um estudo completo como aquele feito pelo John Jay College. Cita-se frequentemente uma série de relatórios governamentais na Irlanda que definem como "endêmica" a presença de abusos nas escolas e nos orfanatos (masculinos) administrados por algumas dioceses e ordens religiosas, e não há dúvida de que casos muito graves de abusos sexuais de menores nesse país realmente aconteceram. O exame sistemático desses relatórios mostra, ademais, como muitas acusações se referem ao uso de meios de correção excessivos ou violentos. O assim chamado Relatório Ryan de 2009 - que usa uma linguagem muito dura em relação à Igreja Católica - reporta, no período que investiga, a partir de um universo de 25.000 alunos de escolas, reformatórios e orfanatos, 253 acusações de abusos sexuais de meninos e 128 de meninas, nem todos atribuídos a sacerdotes, religiosos ou religiosas, de diversa natureza e gravidade, raramente referidos a menores impúberes e que, ainda mais raramente, levaram a condenações.
As polêmicas dessas últimas semanas sobre a Alemanha e a Áustria exibem uma característica típica dos pânicos morais: apresentam-se como "novos" fatos que aconteceram há muitos anos ou são - em alguns casos há mais de 30 anos - já conhecidos em parte. O fato de se noticiarem na primeira página dos jornais - com uma particular insistência no que toca à área geográfica da Bavária, de onde vem o Papa - ocorrências dos anos 1980, como se houvessem ocorrido ontem; e de se suscitarem polêmicas violentas, com um ataque concêntrico que anuncia todo dia, em estilo escandaloso, novas "descobertas", mostra bem como o pânico moral é promovido por "empreendedores morais" de forma organizada e sistemática. O caso que - como alguns jornais publicaram - "envolve o Papa" é um exemplo de manual escolar: refere-se a um episódio de abusos na Arquidiocese de Munique, da qual era arcebispo o atual Pontífice, que remonta a 1980. O caso veio à tona em 1985 e foi julgado por um tribunal alemão em 198 6; no julgamento ficou provado, entre outras coisas, que a decisão de acolher na arquidiocese o sacerdote em questão não foi tomada pelo cardeal Ratzinger e não era sequer do seu conhecimento, o que não admira numa grande diocese com uma burocracia complexa. Por que um jornal alemão decide exumar esse caso e publicá-lo na primeira página vinte e quatro anos depois da sentença, isto, sim, deveria ser a verdadeira questão.
Uma pergunta desagradável (...), mas importante, é se ser um padre católico é uma condição que comporta um risco de se tornar pedófilo ou de abusar sexualmente de menores (como se viu, as duas coisas não coincidem, pois quem abusa de uma menina de dezesseis anos não é um pedófilo) mais elevado em relação ao resto da população. Responder a essa pergunta é fundamental para descobrir as causas do fenômeno e assim preveni-lo. Segundo os estudos de Jenkins, se se compara a Igreja Católica dos EUA às principais denominações protestantes se descobre que a presença de pedófilos é - dependendo das denominações - de duas a dez vezes mais alta entre os pastores protestantes do que entre padres católicos. A questão é relevante porque mostra que o problema não é o celibato: a maior parte dos pastores protestantes é casada. No mesmo período em que uma centena de sacerdotes americanos era condenada por abuso sexual de menores, o número de professores de educação física e técnicos de equipes esportivas juvenis - também esses em sua maioria casados - julgados culpados do mesmo delito pelos tribunais americanos atingia os seis mil. Os exemplos poderiam continuar, não só nos EUA. E, sobretudo, segundo os relatórios periódicos do governo americano, cerca de dois terços das doenças sexuais de menores não são transmitidas por estranhos ou professores - incluindo padres e pastores protestantes - mas por familiares: padrastos, tios, primos, irmãos e infelizmente também pais. Dados semelhantes existem em muitos outros países.
Embora seja pouco politicamente correto dizer isto, há um dado que é muito significativo: mais de oitenta por cento dos pedófilos são homossexuais, machos que abusam de outros machos. E - para citar ainda uma vez Jenkins - mais de noventa por cento dos sacerdotes católicos condenados por abuso sexual de menores e pedofilia são homossexuais. Se na Igreja Católica houve de fato um problema, este não foi o celibato, mas uma certa tolerância em relação ao homossexualismo nos seminários, particularmente nos anos 1970, quando foi ordenada a grande maioria de sacerdotes posteriormente condenados pelos abusos. É um problema que Bento XVI está corrigindo vigorosamente. O retorno à moral, à disciplina ascética, à meditação sobre a verdadeira, a grande natureza do sacerdócio são o antídoto definitivo contra as tragédias reais da pedofilia. Também para isso deve servir o Ano Sacerdotal.
Quanto a 2006 - quando a BBC colocou no ar o lixo-documentário do parlamentar irlandês e ativista homossexual Colm O’Gorman - e 2007 - quando [Michele] Santoro veiculou a versão italiana em Annozero [programa televisivo da RAI] - não há, na verdade, muito de novo, exceto a crescente severidade e vigilância da Igreja. Os casos dolorosos de que se fala nestas últimas semanas nem sempre são inventados, mas aconteceram há mais de vinte ou trinta anos.
Ou, talvez, exista algo de novo. Por que exumar em 2010 casos velhos ou muito frequentemente já conhecidos, ao ritmo de um por dia, atacando cada vez mais diretamente o Papa - um ataque, ademais, paradoxal, se se considera a grande severidade do cardeal Ratzinger, primeiro, e de Bento XVI, depois, em relação a esse tema? Os "empreendedores morais" que organizam o pânico têm uma agenda que se revela sempre mais claramente, e que nada tem a ver com a efetiva proteção das crianças. A leitura de certos artigos nos mostra como - às vésperas de decisões políticas, judiciais e também eleitorais, por toda Europa e no mundo, sobre temas como a utilização da pílula RU486, a eutanásia, o reconhecimento das uniões homossexuais, em que a voz da Igreja e do Papa se ergue, quase isolada, na defesa da vida e da família - lobbies muito poderosos tentam desqualificar preventivamente essa voz com a acusação mais infamante e, hoje, infelizmente, também mais fácil: a de favorecer ou tolerar a ped ofilia. Estes lobbies mais ou menos maçônicos manifestam o poder sinistro da tecnocracia, evocado pelo próprio Bento XVI na encíclica Caritas in Veritate e a denúncia de João Paulo II, na mensagem da Jornada Mundial da Paz de 1985 (de 8.12.1984), a propósito das “intenções ocultas" - ao lado de outras "abertamente propagandeadas" - "voltadas a subjugar todos os povos a regimes nos quais Deus não importa".
De fato, esta é uma hora de trevas, que traz à mente a profecia de um grande pensador católico do século XIX, Emiliano Avogadro della Motta (1798-1865), segundo o qual às ruínas deixadas pela ideologia laicista se seguiria uma autêntica "demonolatria" que se manifestaria particularmente no ataque à família e à verdadeira noção do matrimônio. Restabelecer a verdade sociológica sobre pânicos morais em tema de padres e pedofilia por si só não resolve os problemas e não paralisa o lobby, mas pode constituir ao menos uma pequena e devida homenagem à grandeza de um Pontífice e de uma Igreja feridos e caluniados por não se resignarem a calar sobre a vida e a família.
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Massimo Introvigne é sociólogo italiano. O texto original está no site do CESNUR - Centro Studi sulle Nuove Religioni (http://www.cesnur.org/2010/mi_preti_pedofili.html).
Traduzido por Miguel Nagib.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fotos de Roma - As primeiras

O Centro S.Lorenzo no coração de Roma foi criado pelo Papa João Paulo II para acolher a juventude peregrina de todo o mundo. Se não me falha a memória foi criado em 1985 pelo Ano Internacional da Juventude, quando lá estive pela primeira vez, eu e o Carmadélio, o primeiro irmão shalomita que conheci. A Guida e a Laura Beatriz também partirciparam deste evento inesquecível...éramos jovens naquele tempo. Na foto estou com Alessandro e Rita que já foram da Comunidade de Aliança e com Pe.Yussef, croata, que naquele sábado celebrava a missa de 'envio', melhor de 'retorno' para a sua terra depois de quatro anos servindo ao Senhor junto à juventude italiana e mundial no Centro. A Cruz do fundo é a Cruz peregrina que percorre as nações nos anos das Jornadas Mundiais. Lembrei-me dos jovens, de muitos jovens dos Projetos Juventudes do Shalom e de toda a Igreja, dos meus sobrinhos, alunos. Os santos de calça-jeans tão amados de João Paulo II.

Como era fim de junho os irmãos da missão de Roma e de Civita Castelano, que fica a uma hora de Roma, fizeram uma grande festa de S.João para o padre croata! Foi demais! A quadrilha saiu melhor do que se tivéssemos ensaiado muito. Meu par foi o Edie, irmão de comunidade, seminarista que estuda em Roma há um ano. Enquanto dançávamos e suávamos a camisa e os vestidos pois o verão estava a toda, pensei no resgate da diversão sadia e casta que é possível acontecer entre adultos homens e mulheres. É possível se gastar energia e riso, se usufruir da feminilidade e masculinidade recíproca e complementar sem que necessariamente haja um adjacente jogo de sedução e malícia. Estes momentos de fraternidade são grandes dons de Deus e tornam-se escola de liberdade e canal de cura. E viva S.João! E viva o forró! E viva quem lembrou de levar os CDs made in Brazil...

Foi difícil escolher entre tantas fotos... nesta estão, à esquerda, Carla de Civita Castelano, já há alguns anos em Roma. Ela morou muitos anos no Rio ainda no tempo do Timbó e da Mauria e por isso levou um susto quando se deu conta de que eu era irmã da Adriana e do Bill, e tia das crianças, agora jovens... Depois vem o Cristiano Pinheiro, seminarista, ex do Missionário Shalom, grande voz cheia de unção e talento, na foto chegado de Fortaleza há somente uma semana para uma vida nova como estudante de Teologia. À direita Maíra da Comunidade de Aliança, filha do Constantino e da Socorro, que está terminando curso de Psicologia com os Salesianos (tudo de bom!). Por último a Maria, há 9 anos missionária da Aliança em Roma... Assistente Social e cheia de talentos é uma pessoa prestativa e amiga, daquelas com quem se aprende a alegria de amar e servir. Foi quem me acompanhou na perícia.

Sem comentários quanto ao Coliseu que eu visitei somente uma vez, exatamente em 85... Ao meu lado o Renilson primeiro missionário a vir para a Terra Santa com a Lorena e que eu tinha muita vontade de conhecer. Ele mora em Roma mas não é seminarista, está noivo e, se Deus quiser se casará em breve, com outra Lorena, a Responsável Local de Civita Castelano. Este passeio foi maravilhoso, numa tarde quentíssima de verão europeu. Dá-nos, Senhor, a mesma têmpera e amor dos mártires! Que o sangue e o amor dos que por ti morreram ainda seja fecundo em nossos dias, entre os brasileiros...

Este é o padre Joâo Wilkes, Assistente Internacional da Comunidade Shalom, um irmão entre irmãos que mora em Roma e viaja pelo mundo inteiro representando o Moysés, Fundador, onde ele não pode estar. Sua tese de mestrado fala sobre 'A Espiritualidade da Comunidade Católica Shalom' que está para ser lançada ainda em 2009 pelas Edições Shalom. É um texto simples, conciso e iluminador para entender o sopro do Espírito traduzido como Carisma Shalom, nascido aos pés de João Paulo II, instrumento da Nova Evangelização. Encontrei-me rapidamente com o padre que partia na mesma noite em missão para o Halleluya na França... só deu mesmo para tirar a foto, trocar rápidas notícias e pedir oração para o Lucca seu afilhado de batismo.