sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Este texto, um poema, do Vinícius de Morais é uma homenagem para os seus amigos que me fez lembrar dos meus, com saudade... principalmente daqueles que, infelizmente, se afastaram e que quase nunca para não dizer nunca, dão notícias, escrevem. Quero crer que a força da amizade vence o tempo e a distância, vence principalmente as diferenças.
A gente ama as pessoas porque as ama e ponto final.
E há também aqueles que se fizeram amigos e me surpreendem pela presença assídua nestes tempos de missão. São as boas surpresas com as quais me consolo.
E aos amigos de perto e de longe, de dentro e de fora, antigos e novos, do Rio, SP e Fortaleza, da Comunidade, da infância e juventude, dos empregos por onde passei ofereço estas palavras do poeta. (Que coisa mais brega! Parece mensagem póstuma, mas não é!). Só queria dizer que vocês a quem consido amigos e amigas e que me consideram da mesma maneira, vocês me constroem como pessoa e me são um sinal concreto e forte do amor de Deus por mim!

Amigos...

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, quetivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saberque são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

(Vinicius de Morais)

3 comentários:

Anônimo disse...

Ena, que lindo ter escolhido este texto sentido e verdadeiro de Vinicius.
Um leve puxão de orelha nos que se ausentam... mas tão poético que não causa dor, só saudade.
Fico feliz por vc existir,estar aí, e bem viva!
Pq é um dos meu pilares!!!!
Bjs
Angela

Anônimo disse...

Ena querida,
Adoro esse poema... nesses anos vividos longe dos meus mais queridos, meus irmãos, alguns bons amigos de bem com a vida, vivenciei esta afirmação do poeta: "Amigo não se faz, se reconhece". Reconhecê-os é uma forma de não estamos sós, mesmo estando longe fisica e geograficamente mas sentimo-los perto de nós.
Quero, neste dia, acompanhá-la pelas ruas de Israel, conhecê-las por seus olhos e dizer que caminho com você.
Bj
Fabienne

bill.sala disse...

Um amigo!
Beijo Enita!